02718nas a2200229 4500000000100000008004100001260004300042653003100085653003100116653002400147653001200171100001400183700001500197700001500212700001600227245016800243856008600411300001100497490000700508520195900515022001402474 2026 d c06/2026bInstituto Lauro de Souza Lima10aHealth information systems10aEpidemiological Monitoring10aPhysical disability10aLeprosy1 aSilva CZR1 aBezerra GH1 aSilva MIPD1 aSousa ALOMD00aAvaliação da classificação do grau de incapacidade física 2 e do perfil epidemiológico de indivíduos acometidos pela hanseníase no estado de Goiás, Brasil uhttps://www.scielo.br/j/hi/a/QqMx5HfgC3JcLxsQhHSRshj/?format=pdf&lang=pt&ilang=en a1 - 150 v513 a

Introdução:

a hanseníase permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente devido ao diagnóstico tardio e às incapacidades físicas associadas. O grau de incapacidade física 2 é um marcador de gravidade e reflete falhas na detecção precoce.

Objetivo:

confirmar o grau de incapacidade física 2 atribuído ao diagnóstico de hanseníase e analisar o perfil epidemiológico dos pacientes no estado de Goiás.

Métodos:

estudo observacional e descritivo, baseado em dados secundários da Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás, referentes aos anos de 2023 e 2024. Foram incluídos pacientes notificados como grau de incapacidade física 2 ao diagnóstico. As informações foram obtidas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, das fichas de Avaliação Neurológica Simplificada e do Sistema de Investigação do Grau 2 de Incapacidade Física. Os Departamentos Regionais de Saúde enviaram documentação complementar e fotografias das mãos, pés e olhos, avaliadas por especialistas para confirmação do grau.

Resultados:

em 2023, 34,5% dos casos inicialmente notificados como grau de incapacidade física 2 não foram confirmados após revisão especializada; em 2024, esse percentual foi de 30,0%. Entre os casos confirmados, observou-se predominância de baixa escolaridade, sexo masculino e classificação operacional multibacilar.

Conclusão:

a reavaliação do grau de incapacidade física 2 evidenciou inconsistências na classificação inicial, indicando fragilidades na avaliação neurológica. A correta identificação das incapacidades é essencial para qualificar os indicadores epidemiológicos, orientar políticas públicas e reduzir o impacto social e econômico da hanseníase.

 a1982-5161