02897nas a2200241 4500000000100000008004100001260004300042653004100085653002600126653002200152653002200174653001500196653001200211100001700223700001500240700001600255245015600271856008600427300001100513490000700524520209900531022002502630 2026 d c08/2026bInstituto Lauro de Souza Lima10aDiagnostic Techniques and Procedures10aMycobacterium leprae 10aLeprosy reactions10aTreatment Failure10aRecurrence10aLeprosy1 aOliveira RDS1 aBezerra GH1 aSousa ALOMD00aPositividade do teste rápido anti-PGL-I em situações clínicas de difícil manejo na hanseníase: evidências de um centro de referência brasileiro uhttps://www.scielo.br/j/hi/a/qGNXF8C7HYp3fSWBrHn36yt/?format=pdf&lang=pt&ilang=en a1 - 130 v513 a
Introdução:
a hanseníase permanece um relevante problema de saúde pública no Brasil, com situações clínicas complexas que frequentemente desafiam o manejo diagnóstico e terapêutico convencionais.
Objetivo:
avaliar a positividade do teste rápido anti-glicolipídeo fenólico I em pacientes atendidos em serviço de referência enquadrados em quatro situações de difícil manejo: suspeita ou diagnóstico de recidiva, falência terapêutica, reação hansênica de difícil controle e diagnóstico difícil de hanseníase. Métodos: estudo transversal realizado com 23 pacientes adultos, predominantemente multibacilares, atendidos em serviço de referência.
Resultados:
o teste rápido foi reagente em 15 casos (65,2%). Nos pacientes com suspeita ou diagnóstico de recidiva, o teste foi positivo em seis dos nove casos, auxiliando na reavaliação diagnóstica inclusive em um caso com exames convencionais negativos. Nos casos de reação hansênica de difícil controle, três dos cinco pacientes apresentaram resultado reagente, o que contribuiu para confirmar atividade bacilar subjacente. Nos casos de diagnóstico difícil, o teste foi positivo em quatro dos sete pacientes, o que motivou a repetição da biópsia, com confirmação diagnóstica em dois casos e embasou o início do tratamento em outros dois. Em ambos os casos de suspeita de falência terapêutica, os testes foram reagentes, o que corrobora a manutenção da atividade sorológica. Discussão: os achados demonstram que o teste rápido pode atuar como ferramenta complementar relevante, especialmente em cenários em que os exames convencionais são inconclusivos ou insuficientes para orientar a conduta clínica.
Conclusão:
o teste rápido anti-glicolipídeo fenólico I mostrou-se útil no manejo de situações complexas da hanseníase e precisa ser interpretado de forma integrada à avaliação clínica e aos exames convencionais disponíveis.
a0100-3283, 1982-5161